Por quê Capitalismo?

 

“Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a idéia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.”

Érico Veríssimo, "Solo de Clarineta"

As pessoas são livres para comprar o que desejarem.

Todos têm o direito soberano de escolher o que vestir, onde morar, de que se alimentar, etc.

Todos têm o direito de ir e vir

"Não há fome no Brasil", di zem nossos governantes há 505 anos

No capitalismo todos têm direitos iguais

Já foi pior...

O Cuidado com as Crianças é a marca fundamental do regime

Hoje a prática é mais "humanizada"...

 

Todo o ser humano tem o direito Soberano de ser LIVRE! Livre Inclusive do CAPETALISMO ! ! ! clique aqui e assista ao Curta Metragem "Ilha das Flores", de Jorge Furtado - Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.


Ode ao Burguês nº 2

("Contra burguês, vote 16" PSTU/2004)

Eu odeio burguês!

Burguês-centavos-contados.

Indigesto burguês brasileiro.

Classe nédia, adiposa, delicada,

Classe sem classe, burguesia medrosa.

Eu odeio burguês!

Burguês-medo, burguês-cautela.

Burguês fáustico, pomposo e circunstante.

Bela aparência, completamente oca.

Burguês é sepulcro caiado.

Burguês chora ao ver naufragar o Titanic

E manda à polícia o pedinte à porta do cinema.

Porque no Titanic morreram burgueses.

Poucos, mas todos burgueses.

E mendigo não compreende essas coisas...

Eu odeio burguês!

Burguês cheio de regras,

Cheio de nove-horas,

Burguês que "trabalha por amor"

Depois apresenta a conta:

"_ É que estou de saída para a Europa..."

"_ É que tenho de trocar os fru-frus da cortina da sala..."

"_ É que vou a Miami comprar orelhas de Mickey Mouse para minha filha..."

Vai, burguês idiota!

Vai botar orelha de rato imperialista no teu rebento!

Burguês fútil, burguês frágil, burguês covarde, burguês de nada!

"Ouviram do Ipiranga às margens poluídas,

Do herói cobrado – coitado - o brado retumbante:

_ O sol da liberdade em raios fugidios

Brilhou em outra pátria muito distante!"

E assim a burguesia (de lá) tomou conta do pedaço (daqui)

Eu odeio burguês!

Burguês Celular, burguês Pentium, burguês FMI...

Burguês tecnologia, burguês veloz,

Que viaja de Omega mas não sabe soletrar a palavra

V-O-L-A-N-T-E...

Burguês filhinho-de-papai,

Passa de carro com o som estourando.

E a batida do som revela sua fragilidade burguesa:

"_ Quero parecer moderno e perigoso, mas aqui dentro, protegido,

Lembro fetal as batidas do coração materno: tum-tum, tum-tum..."

Insulto e ódio! Insulto e ofensa! Insulto e mais insulto!

Morte cruel ao burguês ateu!

Deus existe burguês estúpido!

E como Deus existe o povo o suprimirá a golpes de foice e de martelo.

Desaparece, burguês!

Viva o povo brasileiro!






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