Criminosos são promovidos a Ministros de Estado
e aumenta a popularidade de Lula da Silva

 

Diminuir o imposto de renda da classe média ou aumentar o salário mínimo?

Um dos dados marcantes das últimas eleições municipais dá conta de um descontentamento da classe média com o que Lula vem fazendo como governante. Aos miseráveis, ao que tudo indica, apesar de toda a corrupção, dos desvios de recursos, da falta de controle e da desorganização dos programas assistencialistas, Lula segue agradando em grande medida devido ao tremendo poder de marketing envolvido na louvação a seu governo.

Num aceno à classe média (em torno de 28% da população), decidiu “corrigir a tabela do Imposto de Renda” na direção de uma diminuição da carga tributária sobre aqueles que já contam com vantagens e descontos nas áreas de saúde, educação, etc.

Decidiu ainda antecipar a data-base do reajuste do salário mínimo de maio para janeiro.

A mentalidade rígida e rigorosamente economicista deste governo não admite redução de arrecadação de impostos, redução do déficit primário ou ampliação no poder aquisitivo dos trabalhadores.

Colocadas as pedras acima no complexo xadrez político governista, é de se esperar alguma reação no Congresso; por um lado, parlamentares humanistas clamarão por melhorias salariais, os governistas por manter o arrocho em nome do controle da inflação e, enquanto se engalfinham em torno deste tema, os preços seguirão aumentando, o que anulará o efeito de qualquer reajuste, a exemplo do que se viu no ano que passou, enquanto isso, se reduzirá olimpicamente o imposto de renda da pequena e privilegiada classe média visando, com isso, melhorar a aceitação de Lula junto àqueles que já perceberam o estelionato eleitoral que foi a eleição do Sapo Iscariotes.


Aumenta a popularidade do Sapo Iscariotes

Fabricam-se números mirabolantes e otimistas, estes são amplamente divulgados em toda a mídia, órgãos do governo tomam suas medidas com base na mídia e não nos fatos da vida concreta dos seres humanos – que vem ladeira abaixo há dois anos consecutivos – e com isso Lula acaba de melhorar sua avaliação junto à Opinião Pública Brasileira, segundo avaliação do IBOPE. Não está ainda com o mesmo nível de aprovação de que FHC gozava ao término de seu segundo ano de governo, mas lhe confere larga margem de vantagem eleitoral diante de eventuais adversários na disputa pelo segundo turno.

Jamais se deve subestimar o poder da mídia. Com efeito, o que funciona melhor no governo Lula é a propaganda. Maciça. Constante. Hipnótica. A despeito de as pessoas terem seu poder aquisitivo cada vez menor, a despeito do aumento do desemprego, do subemprego e da miséria, a propaganda governamental atinge tais níveis que vemos, por exemplo, nos supermercados pessoas com os carrinhos cada vez menos supridos a louvar o governo pelas conquistas anunciadas na TV.

Quem imaginava poder começar uma contagem regressiva de dois anos para o término do governo fascista do PT precisa realisticamente estendê-la, no mínimo, para seis anos.


Mais uma cusparada na cara da democracia

Indiciado por evasão de divisas e sonegação fiscal, acusado ainda de crime eleitoral e transações ilícitas com doleiros o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, eleito com 7% dos votos deputado federal pelo PSDB de Goiás, foi presenteado com uma Medida Provisória que o transforma automaticamente em Ministro de Estado, afastando-o da aplicação da justiça em instâncias outras que não o Supremo Tribunal Federal.

7% de votação é um fenômeno eleitoral superior, por exemplo, ao de José Dirceu, o mais votado do Estado de São Paulo, com cerca 3% dos votos válidos. Fenômeno mais intrigante ainda sendo Meirelles um político novo no cenário goiano, praticamente desconhecido no Estado, o que particularmente causa espécie à Justiça Eleitoral, tanto a legenda que lhe cedeu a vaga para a disputa quanto o eleito precisam explicar melhor este fenômeno inédito na política brasileira. Mantendo, ao que consta, escritório na capital de São Paulo, passou cerca de 30 anos de sua vida morando e servindo aos interesses econômicos dos Estados Unidos da América – hoje é um agente no Brasil daqueles mesmos interesses, mas esse é outro artigo... – e foi conduzido à Câmara dos Deputados com uma votação espantosamente consagradora que repudiou olimpicamente para assumir a presidência do Banco Central do Brasil.

A Medida Provisória, monstrengo criado pela Constituição de 5 de outubro de 1988, é uma versão mais draconiana e autoritária do antigo Decreto-Lei da Ditadura Militar. O Decreto-Lei somente poderia entrar em vigor após aprovado pelo Congresso Nacional – o que aliás quase sempre acontecia – enquanto a Medida Provisória entra em vigor imediatamente na data de sua publicação podendo ou não ser revogada pelo Congresso.

A despeito de ser considerada inconstitucional pelo Procurador Geral da República, assim como pela Ordem dos Advogados do Brasil, a despeito de não cumprir os pressupostos de urgência e relevância, a despeito de ser uma medida clara e nitidamente casuística para proteger um suspeito sob investigação de crimes e não a instituição “Banco Central”, a medida foi aprovada por 40 dos 65 senadores presentes à sessão de quarta-feira, 8 de dezembro de 2004.

Definitiva a submissão das Casas Legislativas brasileiras ao poder Executivo. Vãos discursos de raros senadores honrados dando conta de que supostamente o STF julgaria o sr. Meirelles com isenção. O mesmo STF que declarou há pouco, ao aprovar a cobrança inconstitucional de impostos de aposentados e pensionistas, que tomou a decisão a partir de pressupostos econômicos e não jurídicos. Com um agravante: a Constituição Federal, em seu artigo 5º, inciso I, informa: " Compete privativamente à Câmara dos Deputados autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado ." Meirelles fica, desta forma, colocado acima do alcance da lei.

Um triste desabafo: a subserviência abjeta dos Senadores da República aos ditames do Planalto, em que passem alguns discursos inflamados, uns mais sinceros e humanistas, outros nitidamente “colocando um preço” em sua consciência, enche-nos a todos de profunda consternação.

De mais a mais, até quando o Brasil manterá no comando da economia nacional pessoas ligadas a interesses de especuladores internacionais, seja do rapinante George Soros (Armínio Fraga), seja do Banco de Boston (Henrique Meirelles)? Em algum momento, toda a podridão escondida por trás destas manobras virá à tona ( shit floats ). Tenho curiosidade e vontade de viver o suficiente para entender esses fenômenos, particularmente dos pontos de vista histórico e sociológico.


Reforma Ministerial

Contatadas por esta coluna, fontes na Casa Civil do Palácio do Planalto negam que os cidadãos Fernandinho Beira-Mar e Paulo Salim Maluf estejam sendo sondados para a composição do novo ministério de Lula. Por enquanto.


Alguns verbetes do novíssimo dicionário da novilíngua petista

Quando um petista diz

Deve-se entender

   

Debate qualificado

Eu tenho razão, você está errado

Avanços na legislação trabalhista

Redução dos direitos dos trabalhadores: extinção do direito à licença-maternidade, às férias acrescidas de 1/3 e ao 13º salário

Justiça tributária

Reduzir os impostos cobrados da classe média, aumentar aqueles que incidem sobre os trabalhadores e liberar completamente de tributos as aplicações financeiras mais elevadas

Justiça previdenciária

Redução nas atribuições e eficiência da previdência pública e ampliação nos lucros dos planos de saúde privada

Aumento no número de empregos

Demissão maciça de trabalhadores que, eventualmente, são recontratados por menos da metade do salário anterior

Nunca antes neste país...

Vamos continuar fazendo a mesma coisa que todos fizeram antes. Talvez pior

Não temos o direito de errar

Erramos mais que todos os anteriores juntos

Trazer desestabilização à república

Líderes governistas acusados de crimes não podem ser indiciados

Aumento do poder aquisitivo do trabalhador

Redução do poder aquisitivo do trabalhador

O Banco Central não intervém no câmbio

Sempre que o valor do dólar cair abaixo de patamares que ameacem diminuir a enorme lucratividade dos especuladores e exportadores, o Banco Central comprará a moeda estrangeira em volume suficiente para manter seu preço elevado

Covardes

Jornalistas que discordam do governo

Fome Zero, “O maior programa social do mundo”

Malversação de recursos públicos sob a desculpa de dar esmolas que não chegam aos miseráveis que prefeririam ter emprego e dignidade

O Conselho Federal de Jornalismo visará zelar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização do jornalista

O Conselho Federal de Jornalismo visará orientar, disciplinar, fiscalizar e punir jornalistas a fim de que somente textos laudatórios sejam publicados

A ANCINAV (Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual) visará a quebra de monopólios culturais para democratizar o acesso à cultura e não praticará a censura

A ANCINAV protegerá produtores culturais poderosos pró-governo e não admitirá qualquer produção cultural que venha a ser caracterizada como oposição ao governo petista

Controle da Inflação

Aumento nas taxas de juros e redução do poder aquisitivo da população


Lázaro Curvêlo Chaves - 9/12/2004






© Copyright libertad-digital.com





Development Services Network Presence
www.catalanhost.com