Começa o ano!

É assim que as coisas funcionam no Brasil. Somente após o Carnaval é que as coisas voltam a funcionar, quase normalmente. Semana que vem o Congresso elege os presidentes da Câmara e do Senado Federal.

Vários deputados federais e alguns senadores foram vitoriosos nas eleições passadas em seus municípios. Assumem seus postos de prefeitos, secretários e aspones abrindo algumas vagas para suplentes e suplentes de suplentes. Os recém-chegados, como usualmente acontece no Congresso, ansiosos por fazer parte pelo menos do chamado baixo clero político, prestarão imediato e incondicional apoio ao governo Lula/FMI, votando tudo o que interessa ao capital e contraria a felicidade do ser humano que vive, ama e trabalha. Deve ocorrer ainda muito troca-troca de partido para disputar quem apóia mais e assim consegue mais poder de barganha. A conferir.

Mas não podemos nos esquecer que, ao fim e ao cabo, nenhuma decisão de governo algum é tomada com base em eleições. Por exemplo, quem elegeu os dirigentes do Banco Mundial ou do FMI, que são, em última análise, as maiores autoridades políticas do planeta?

Lula promove empréstimos a juros

Proibido pelo ministro-presidente do Banco Central, representante no Brasil do FMI e do grande capital especulativo internacional, Lula vem anunciando como uma “vitória” de seu governo o fato de passar a ofertar empréstimos a juros com a obrigatoriedade do desconto em folha – o que era proibido por lei até pouquíssimo tempo, por sinal... – para trabalhadores e estudantes pobres além de aposentados. Cumpre bem o “dever de casa” que recebeu do FMI, através de Meirelles e Palocci, no sentido de reduzir mais e mais o poder aquisitivo do brasileiro ampliando por aqui a transferência de renda dos pobres para os ricos. Como está proibido de melhorar salários e poder aquisitivo, mas não de fazer propaganda, chegamos ao paroxismo da agiotagem oficializada e apresentada como uma “vitória” para a vítima.

Bradesco aumenta lucratividade à custa dos Correios

Foi-se o tempo em que os Correios se responsabilizavam principalmente pelo recebimento e entrega de correspondência. Hoje, além da venda dos carnês caça-níqueis do Senor Abravanel os funcionários têm de ser também bancários! O “banco postal” permite sacar recursos, efetivar o pagamento de aposentadorias, pagar contas, etc. É necessário enfatizar que nem o número de funcionários, nem seus salários, nem o tamanho das agências foi incrementado em rigorosamente nada. Sempre muito eficientes apesar de tudo, hoje cada funcionário trabalha por três! Tem de executar atividades do Bradesco, do SBT e, em havendo tempo, também as tradicionalmente postais. Seria isso uma estratégia para privatizar os serviços de postagem no Brasil? Ou é somente uma forma que o governo Lula encontrou de ajudar no incremento do lucro do Bradesco e de seus aliados?

Não há queixa contra os Correios, pelo contrário! Os funcionários conseguem desdobrar-se e o mantém com a operacionalidade e credibilidade de sempre! Mas o governo está moendo os funcionários, eis o problema. Isso para não mencionar a tortura aos coitados dos idosos, que ficam horas e horas à espera de suas parcas e minguadas aposentadorias e pensões. No Bradesco a orientação: “aposentadorias e pensões, preferencialmente nos Correios!” Aprova-se o Estatuto do Idoso e o governo é o primeiro a dar o exemplo de como fazer para burlá-lo...


O novo hino nacional

Quando ocorreu a tradicional cerimônia de troca da bandeira nacional, que ocorre no primeiro domingo de todos os meses, em frente ao Palácio do Planalto, na praça dos Três Poderes, a Banda da Polícia do Exército tocou “Deixa a Vida me Levar”, de autoria do filósofo mais citado pelo presidente, Zeca Pagodinho.

            Há pelo menos um grupo de brasileiros inconformado: os maçons. No grupo de debates pela Internet “Mestre-Maestro” a indignação é generalizada.

            Chegamos ao nível mais elevado de insanidade! Onde é que está a Razão? O representante do capital só consegue racionalizar a maximização dos lucros e a minimização das perdas – a preocupação com o ser humano é relegada à propaganda, muita propaganda. E cara. Na propaganda vê-se uma versão tão distante da realidade que, repetida mais de mil vezes, faz com que todos, goebellsianamente, acreditem. O mundo real distancia-se cada vez mais da Razão...


Esperança, o último dos males da caixa de Pandora

Quem disse que o inferno é um lugar sem esperança não conhecia a política econômica de Meirelles, Palocci e Lula


Lázaro Curvêlo Chaves - 10 de fevereiro de 2005






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