Analisando um discurso

 

A 7 de Setembro passado o Presidente Lula da Silva fez um pronunciamento à Nação em rede nacional de telecomunicações, no chamado “horário nobre”, cujo conteúdo reproduzo e tento compreender.

Meus amigos e minhas amigas,

(Agora abandonou-se o “companheiros e companheiras”. Melhor. É detestável ser chamado de companheiro por um desqualificado que assim se refere a George W. Bush, Tony Blair e outros de mesmo pedigree...)

Sete de setembro é dia de emoção e reflexão. Neste dia, 183 anos atrás, começamos a nos tornar uma nação independente, marco histórico de uma luta iniciada bem antes e que continua até hoje.

(Pouco reparo. As palavras estão certas, pena que Lula nada fez para continuar o processo de independência em eterno processo de construção...)

Sim, porque a luta pela independência continuará enquanto houver um só interesse nacional a defender e um único brasileiro a ser libertado da miséria. No dia da Pátria, quero refletir com cada um de vocês sobre a extraordinária capacidade que temos, povo e governo, de enfrentar e superar desafios.

(Qual foi mesmo a contribuição de Lula na direção da defesa de interesses nacionais ou libertar brasileiros da miséria? Por que insiste em repetir que é preciso “capacidade” para enfrentar desafios? Por não dispor de nenhuma?)

Se há uma característica marcante do povo brasileiro é a de lutar contra a adversidade e vencê-la. O diferencial do meu governo é justamente este, o de não recuar diante dos obstáculos, por maiores que sejam e superá-los. Foi assim desde o início.

(Quanto ao povo brasileiro, concordo: apesar de todas as dificuldades criadas pelos péssimos governos que temos tido, seguimos vivendo, trabalhando e amando. E Lula não recua diante de obstáculo algum: defende o Capital especulativo com um vigor e uma voracidade ferozes, contra o povo brasileiro. Esta tem sido a principal marca de seu governo. Não recua diante de nada! Tenta barrar CPI's, quando não consegue procura ocupar sua presidência e relatoria e, culminando, tudo faz para confundir e dificultar as investigações. Este governo não recua diante de nada em defesa de seus interesses mesquinhos).

Todos sabem que, quando eu assumi a Presidência, o Brasil estava mergulhado em uma profunda crise econômica e social. O quadro era assustador: a economia estagnada, o desemprego crescendo, a inflação disparando e a crise social prestes a explodir.

(Realmente, quando Lula assumiu, havia a perspectiva de uma crise, mas porque os especuladores imaginavam que ele fosse fazer um governo popular, de esquerda e voltado para o social, dando um calote na dívida para resgatar o social. Sua popularidade junto à elite especuladora só foi amainada quando se percebeu que nada seria mudado no encaminhamento econômico herdado – aliás, pela primeira vez ele não falou em “herança maldita”, uma vez que a ela aderiu de corpo e alma. O quadro que o Presidente pinta ao descrever o momento de sua assunção ao Poder é verídico. Pena que o pouco a mudar tenha sido para pior, muito pior...)

Muitos não acreditavam que eu fosse conseguir. Hoje, 32 meses depois, cada um de vocês é testemunha: vencemos a crise econômica e recolocamos o país nos trilhos.

(Se a crise econômica foi superada, por que não se melhoram os salários, não se empregam recursos em infra-estrutura, saúde, educação e segurança? Por que seguir remetendo divisas para pagar uma dívida ilegítima e impagável?)

Juntos, governo e povo, fizemos o Brasil voltar a crescer de modo sustentado. Os resultados estão aí, à vista de todos.

(Nenhum país cresce de modo sustentado com juros a 20% e cobrando impostos de 40% do PIB. Os resultados, à vista de todos, são as malas e cuecas cheias de dinheiro, contas no exterior, lavagem de dinheiro, suborno a parlamentares – por que será que as CPI's se ocupam somente em punir os corrompidos e sequer pensar em averiguar o corruptor, o próprio Lula da Silva?)

A economia cresce, a indústria cresce, o comércio cresce, as exportações crescem, o emprego cresce, o salário cresce, cresce a transferência de renda para os pobres, a inflação cai, o custo da cesta básica também cai.

(Eu realmente temo pela sanidade mental do Presidente da República. Já se comparou a Getúlio Vargas, a João Goulart, a Juscelino Kubitschek e até mesmo a Simon Bolívar. Só falta comparar-se a Napoleão Bonaparte, o que não deve demorar muito. Quem fornece estes dados a Sua Excelência? Como é que ele ousa dizer que “o salário cresce” quando concedeu 0,1% de reajuste ao funcionalismo público federal e nada aos militares? Como ousa dizer que “o emprego cresce” diante da evidência de filas de miseráveis – muitas vezes portadores de diploma de curso superior – a buscar emprego até mesmo de Gari? O custo da cesta básica caiu? Como é então que todos nós gastamos cada vez mais para comprar cada vez menos coisas? Sua Excelência precisa URGENTEMENTE de um bom psiquiatra...)

Dessa vez, o crescimento é para todos, com geração de empregos e distribuição de renda. Graças a Deus, e a muito trabalho, nosso governo já criou 3 milhões e 200 mil novos empregos, com carteira assinada. Não é tudo que precisamos. Mas já é bastante e tenho orgulho disso.

(Aqui o descaramento atinge proporções cataclísmicas! Mandam-se funcionários antigos embora e contratam-se jovens inexperientes a salários bem inferiores com vistas a ampliar o lucro das elites e engordar as estatísticas... A “distribuição de renda” que Lula faz dos mais pobres para os mais ricos deveria ser motivo de vergonha e não de “orgulho”...)

O Brasil entrou definitivamente na rota do desenvolvimento. E nada nos desviará desse caminho. A dívida social teria desanimado quem não estivesse, como eu, habituado a enfrentar dificuldades. Mas pusemos mãos à obra, implantamos programas sociais inovadores, passamos a enxergar e a cuidar dos pobres deste país. Ainda temos muito o que fazer, mas os resultados já estão aparecendo.

(Enquanto estivermos com um Banco Central autônomo superior à autoridade da Presidência da República, estaremos fora da rota do desenvolvimento. Este discurso foi para os banqueiros, que festejam felizes: “nada desviará Lula desse caminho”... Ainda há muito o que fazer, sim, Presidente Lula, a começar por resgatar a dívida social e dar aos pobres dignidade, não esmolas. Os “programas sociais inovadores” são parte da chamada herança maldita dos tucanos, simplesmente com nomes novos e novos corruptos a capitaneá-los)

O Brasil está mudando para melhor. E mudará cada vez mais, porque foi para isso que viemos, para juntar o econômico com o social, para juntar os números da economia com a qualidade de vida das pessoas. E estamos semeando o futuro, investindo fortemente na educação e na infra-estrutura.

(Concordo que Lula foi eleito para promover mudanças, mas ele optou por mudar de lado! O Brasil está mudando para melhor? Em que exatamente? Temos melhores estradas, melhores hospitais, queda no analfabetismo, melhores escolas públicas e mais segurança para andar nas ruas? Esta semeadura trará uma colheita amarga ao sucessor desta farândola que tomou o poder...)

Hoje, podemos dizer com humildade, mas com o sentimento do dever cumprido: o Brasil está se tornando um país cada vez mais produtivo e solidário.

(Lula com “humildade”? Esta não serve nem como piada... O Brasil produz bastante, mas para exportação, nada de solidariedade!)

Permitam-me nesse dia da Pátria, dia da soberania nacional, celebrar com vocês uma grande conquista: este ano alcançaremos a nossa auto-suficiência na produção de petróleo, que tornará o Brasil muito menos vulnerável diante das crises internacionais.

(Esta é uma boa notícia! Mas saída da boca de um cidadão que transformou a mentira em hábito, particularmente quando em palanques ou pronunciamentos públicos, será digna de crédito?)

Por isso, digo a vocês com toda a convicção: da mesma forma que soubemos vencer o desafio da crise econômica, e estamos vencendo o desafio da dívida social, saberemos superar com coragem e serenidade as atuais turbulências políticas.

(Se o que ele fez para “vencer o desafio da crise econômica”, NADA, é o norte para vencer o desafio da dívida social e suplantar as turbulências políticas, nada podemos esperar neste setor.)

A crise política também será vencida, pelo Congresso, pelo governo e pelo povo brasileiro. Será vencida com a apuração cabal de todas as denúncias e com a punição rigorosa dos culpados. Nem eu nem vocês admitiremos qualquer contemporização, nenhum acordo subalterno. Doa a quem doer, sejam amigos ou adversários.

(A crise política, criada por Lula e seus asseclas, precisa realmente ser vencida. Para tanto ele precisa emergencialmente parar de atrapalhar as investigações, passando recibo de ter culpa no cartório...)

O fundamental é que a verdade prevaleça e que não haja impunidade. Que as CPIs apurem, que a Polícia Federal investigue, que o Ministério Público denuncie, e que a justiça, soberana, julgue.

(Então, Presidente, por que V. Excia. não os deixa trabalhar? Por que atrapalha o tempo inteiro as investigações, seja diretamente, seja através de seus prepostos?)

O que não podemos, de modo algum, é permitir que essa crise política seja manipulada por interesses menores e se alastre artificialmente, contaminando de modo abusivo e desnecessário a vida nacional.

(Aqui não se compreende o que ele quer dizer. Talvez que os agentes econômicos podem ficar tranqüilos pois a política econômica seguirá rapinante, distribuindo cada vez mais a renda dos mais pobres para os mais ricos)

Por isso, faço questão de tranqüilizar as pessoas de bem, e advertir aos mal intencionados, que as turbulências políticas não vão tirar o governo do seu rumo.

(No parágrafo seguinte a “justificativa”)

A política econômica será mantida, a política social continuará sendo ampliada, a política externa seguirá seu curso e a vigilância ética será redobrada.

(Não há um discurso em que Lula deixe de enfatizar que não modificará a política econômica. Se nada se fizer, como nada se tem feito até aqui, para aprimorar as políticas social e externa, o Brasil ainda verá tempos mais negros pela frente...)

É preciso separar o joio do trigo para que possamos punir quem deve ser punido, inocentar quem deve ser inocentado, corrigir o que deve ser corrigido e seguir em frente, construindo um país mais transparente, com nossa democracia fortalecida. Porque o Brasil é maior, muito maior do que tudo isso. E não podemos perder as oportunidades econômicas e sociais que nós mesmos construímos, à custa de muito sacrifício.

(Separar o joio do trigo passa necessariamente pelo impedimento do Presidente da República, que meteu os pés pelas mãos e está desbussolado. Graças a Deus, o Brasil é maior que Lula e, embora ele seja o maior responsável pela mais grave de todas as crises da história do Brasil, seguramente sairemos dessa fortalecidos. A última linha é só mentira mesmo: que “oportunidades” econômicas e sociais Lula construiu “à custa de muito sacrifício” para beneficiar o povo deste país?)

Conto com cada um de vocês para que o país continue a crescer, a gerar empregos e a distribuir renda.

(Faça a sua parte, Excelência! A nós não resta alternativa: temos de trabalhar cada vez mais para sobreviver e pagar a estes impostos escorchantes e taxas de juros extorsivas que vosso governo pratica. Talvez por isso o Brasil seja o país que menos cresceu em todo o mundo neste ano...)

Que estejamos todos à altura do país sonhado pelos fundadores da nacionalidade.

(Muitos estão. V. Excia. não está e ocupa um cargo que desonra de maneira vergonhosa!)

Obrigado e boa noite.

(Boa noite, Presidente, In pace requiescat)



Lázaro Curvêlo Chaves – 08/09/2005

 

 




© Copyright libertad-digital.com





Development Services Network Presence
www.catalanhost.com