Vivendo de sobras


Nem foi ato falho, foi transparência e sinceridade: o Ministro Antônio Palocci disse com todas as letras que o ideal era ter um superávit primário menor (o dinheiro de nossos impostos que é reservado para remeter à ciranda financeira que, com juros elevados, promove o crescimento de nossa dívida) para que “sobrasse” mais dinheiro para infra-estrutura, educação, saúde, segurança...

Em outras palavras e sem meias palavras: a equipe econômica de Lula informa que primeiro atenderá aos banqueiros; com o que sobrar, se verá o que é possível fazer em termos de administrar o Brasil.


... E Justiça se fez

Por 293 votos a 192, em decisão histórica, o plenário da Câmara decidiu aprovar a recomendação do Conselho de Ética, cassando o mandato de José Dirceu e lhe retirando os direitos políticos por oito anos. O agora ex-deputado só poderá ser candidato a cargo público na eleição de 2016, quando estiver com 70 anos de idade.

Durante a sua defesa – ampla, irrestrita, completa e comprovadamente competente – ele buscou a estratégia de enfatizar supostos valores de um passado de lutas: uma cirurgia plástica para esconder-se enquanto outros lutavam, o exílio em Cuba enquanto muitos enfrentavam a ditadura militar aqui mesmo, etc.

Dirceu pediu e obteve JUSTIÇA. Não foi cassado pelo seu passado remoto de verborragia heróica contra as políticas rapinantes de FHC e do FMI, mas pelo fato de, ao chegar ao poder, dar prosseguimento à mesma política que criticava, além de auxiliar o Presidente da República no maior esquema de corrupção da história do Brasil, subornando parlamentares, praticando tráfico de influências e utilizando o espaço público em benefício privado.

É emblemático que um dos mais importantes políticos do PT – o partido que sempre falou a favor da ética na política – tenha sido cassado justamente por falta de ética, por quebra de decoro parlamentar...

Aberto o precedente, há mais 13 deputados em situação similar à espera, também, de justiça. Que justiça se faça, o quanto antes!


Lula Roxo

Em recente viagem, fui convidado por uma instituição beneficente a visitar um hospital psiquiátrico onde pude encontrar um eleitor de Lula que não está arrependido. Aliás, como se vê pela foto, está feliz da vida. “Faço questão de conseguir alta para votar no Lula ano que vem. Depois volto para cá. Aí fora está uma loucura!” – argumenta.



Eleitor e entusiasta de Lula, paciente de hospital psiquiátrico diz:
“Faço questão de conseguir alta para votar no Lula ano que vem.
Depois volto para cá. Aí fora está uma loucura!”

 

 

Lázaro Curvêlo Chaves – 02/12/2005

 

 




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